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Vamos Ler | Admirável Mundo Novo #101LivrosFFC

Hoje venho fazer um convite para lerem comigo o Admirável Mundo Novo durante o mês de Fevereiro. Este livro faz parte da nossa lista dos 100 Melhores Livros de Fantasia e Ficção Científica do projeto #101livrosffc e, também, é o livro escolhido para o Clube dos Clássicos Vivos, por isso decidi apanhar a boleia do clube e lê-lo este mês.

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O Admirável Mundo novo é o romance de Aldous Huxley, escritor inglês nascido a 26 de Julho de 1864, no Surrey (Inglaterra), e falecido a 22 de Novembro de 1963, em Los Angeles (EUA). Passou parte da sua vida nos Estados Unidos, é conhecido pelos seus romances Admirável Mundo Novo e Regresso ao Admirável Mundo Novo, mas também por ter escrito diversos ensaios. Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias, literatura de viagem e guiões de filmes.

As personagens principais dos seus primeiros livros, como Férias em Crome (1921), Geração Perdida (1923), O Grande Problema (1925) e Contraponto (1928), são geralmente intelectuais e escritores, traçando-se o retrato por vezes irónico e satírico das suas pretensões e desilusões. A partir deste tema, Aldous Huxley alarga-se para o tema maior do vazio da sociedade do século XX em livros como  o Admirável Mundo Novo (1932). Posteriormente, interessou-se pelo misticismo e pela filosofia hindu: Sem Olhos em Gaza (1936) e The Perennial Philosophy (1946). Em 1954 publicou As Portas da Percepção, onde relata as suas experiências com a mescalina, um alucinogéno natural.

Sobre o livro, podemos dizer que é conhecido por ser uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Algo que nos pode fazer refletir sobre a nossa atualidade. Se o livro fosse escrito hoje a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos, pois desde a sua publicação o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. O livro que nos vai fazer refletir de certeza.

Alguém que queira fazer esta leitura comigo pode-me dizer, que assim abro um tópico no grupo do projeto no facebook. E se alguém como eu não tem a edição lindíssima da Antígona pode sempre adquirir o ebook em português, que está na wook a 3,99€.


O blog é afiliado da Wook. Ao comprarem os livros usando os links disponibilizados, estão a contribuir para o seu crescimento literário. Obrigada!!

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2 Comments

  • Reply Maria

    Este é um livro que me marcou bastante (li talvez à uns 20 anos) que reli agora para o Clube dos Clássicos Vivos.
    Um grande livro, sem dúvida.

    Fevereiro 6, 2019 at 12:21
    • Reply Raquel Silva

      Vou ler agora pela primeira vez mas espero gostar muito também 🙂

      Fevereiro 7, 2019 at 13:10

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